A equipa das bibliotecas do Agrupamento de Escolas do Teixoso, preparou uma pequena instalação e exposição evocativa do Regicídio, ocorrido no início do século XX em Portugal. Neste início de século, o país enfrentava uma grave crise política e social. O governo monárquico, liderado pelo rei D. Carlos, estava sob forte pressão devido a escândalos financeiros, censura à imprensa e a crescente insatisfação com a ditadura de João Franco, ministro (chefe de governo) à época. O Partido Republicano ganhava cada vez mais força e pululavam grupos revolucionários que viam na monarquia um obstáculo à modernização do país.
No dia 1 de fevereiro de 1908, quando a família real regressava de Vila Viçosa e ao chegarem à Praça do Comércio, dois homens armados, Alfredo Costa e Manuel Buíça, dispararam contra o rei e sua família, atingindo mortalmente D. Carlos e o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe. A rainha Dona Amélia tentou reagir, mas sem sucesso. O infante D. Manuel, o filho mais novo, sobreviveu ao ataque e viria a tornar-se o último rei de Portugal.
O regicídio causou comoção nacional e internacional, agravando ainda mais a crise da monarquia. D. Manuel II subiu ao trono, mas a sua curta e frágil governação não conseguiu conter o avanço republicano. Em 5 de outubro de 1910, apenas dois anos após o atentado, a monarquia foi abolida e Portugal tornou-se uma república.


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