No amanhecer frio de 31 de janeiro de 1891, na cidade do Porto, ergueu‑se o primeiro grito organizado por revolucionários republicanos em Portugal. O povo citadino uniu-se num gesto ousado: desafiar a monarquia e afirmar que o país podia ser diferente.
As ruas da cidade tornaram-se palco de esperança e de coragem. A bandeira rubra subiu pela primeira vez, símbolo de um futuro ainda por conquistar. A revolta foi breve e rapidamente controlada e abafada pelas tropas fiéis à monarquia, mas deixou uma marca profunda: mostrou que a mudança era possível e que a República já vivia no coração de muitos.
Hoje, esta instalação recorda esse instante inaugural — não como derrota, mas como semente. Uma semente que germinaria anos depois, em 5 de outubro de 1910, quando o sonho republicano finalmente floresceu.


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